sexta-feira, 25 de março de 2011

Fé que não desiste


Palavrial de: Pr. Mario Pereira da Silva

A frase em epígrafe faz parte do tema para o ano de 2011, em nossa IBVG. Todo crente sincero tem um desejo ardente de, cada vez mais, crer na graça, poder e amor do nosso Senhor Jesus Cristo.

Sabemos, como salvos, que a fé, além de ser um dom de Deus, precisa ser cultivada, alimentada, acrescentada. Este aumento de fé requer exercício espiritual; atitudes do coração do crente desejoso de crescer em sua vida religiosa. Exercícios tais como: vida devocional diária, oração e leitura bíblica regulares, freqüência aos cultos e participação ativa nos diversos departamentos e ministérios da Igreja.

A fé proporciona ao cristão experiências indeléveis, algumas delas indiscutíveis e todas abençoadoras. A fé agrada a Deus Pai, e um filho sincero quer sempre deixar o coração do Pai feliz.

A fé nos aproxima de Deus, fonte de toda benção, abrigo para todas as tempestades e proteção continua contra todas as adversidades. Não há melhor lugar para o crente do que viver perto de Deus e quanto mais fé deposito Nele, mais Dele eu me aproximo. A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus que se aproxima dos que confiam em sua Graça, Bondade e Poder.

A fé é recompensada: na História e na Eternidade; na vida e depois da morte; na terra e no céu. Deus responde a fé do crente. O Senhor premia aos que Nele depositam sua esperança.

Quando chegamos à Casa do Pai Celestial, nossa fé vai ouvir: “Bem está servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor.” ( Mateus 25:23)

domingo, 13 de março de 2011

Eu quero ser melhor!


Reflexão de: Felipe d'Oliveira

Ser melhor,
andei pensando na minha vida e em momentos distintos com amigos, familiares e pessoas de leve convivência e reparei que ninguém, inclusive eu, é perfeito. Ao ver pessoas que marcaram a história mundial podemos nos deparar com pessoas imperfeitas correndo atrás de uma mera perfeição alheia que lhes dessem a sensação de ser melhor.
A Bíblia mostra que não há perfeição no ser humano após a queda do homem, todos somos concebidos inimigos de Deus, porém Jesus veio e reconstruio está ponte que nos afasta de Deus, sendo assim, nos podemos nos reconciliar com Deus atravez de Jesus e com a graça do Espírito Santo que nos consola.
Quero ser melhor, e para ser melhor tenho que aprender com quem mesmo sendo o maior se alto-considerou o menor [Cristo].
Quero ser melhor amigo, dar o ombro pros meus amigo chorarem e chorar junto com eles.
Quero ser melhor abraçando a causa dos injustiçados pelo sistema.
Quero ser melhor ajudando os orfão abandonados e as viúvas e doentes esquecidos por nós memos.
Quero ser melhor dando mais valor a um sorrizo de uma criança do que ao carro na garagem.
Quero ser melhor amando mais minha filha.
Quero ser melhor ajudando minha familia e com ela vencendo os laços de satanás.
Quero ser melhor evitando contendas que aparecem em nossos dia-a-dia.
Quero ser melhor deixando a graça e o amor de Deus levarem minha vida para onde ela tem que caminhar, seja com alegria ou com tristeza.
Quero ser melhor olhando pro Cristo e amando o humano.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Santa Cidade


Estudo de: Pr. Mário Pereira da Silva

Esta é uma das designações que a Bíblia Sagrada atribui ao destino eterno do salvo. Eu e você vamos morar na Cidade Santa! Quando esta expressão aparece na descrição apocalíptica, a beleza e felicidade que se desfrutam nela estão nas coisas que não existirão na cidade. Diz a Escritura, em Apocalipse 21:4: “ Ele enxugará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.”

As coisas que tiram nossa alegria e paz na vida terrena desaparecerão na vida celestial. O que angustia e entristece o nosso coração na história não existirão na eternidade. Efetivamente, esta cidade é Santa, especial, diferenciada, separada, inimaginável.

Acrescenta-se o fato que a iluminação da cidade é de um esplendor sem medida e impossível de ser descrito: “ A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a Sua lâmpada.” ( Apocalipse 21:23)
Aquele que disse, na história, ser a luz do mundo, é quem ilumina a eternidade.

A Cidade Santa tem o registro completo e perfeito de seus moradores. “ E não entrarão nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” ( Apocalipse 21:27)

Os crentes, salvos por Jesus, de todas as épocas, caminham para nova Jerusalém, a Santa Cidade, seguindo, servindo e amando o Senhor de suas vidas e Salvador de suas almas. E todos quantos quiserem viver nesta cidade terão que andar pelo único caminho que conduz ao Céu e entrar pela única porta de acesso à festiva cidade: Jesus Cristo!

“ E vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que descia do Céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo.” ( Apocalipse 21:2)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Deus


Fenelón
Traité de l’existence de Dieu, II parte, Cap. V


“Tu és tão grande e tão puro em tua perfeição, que tudo o que suponho de meu na ideia que tenho de ti faz com que imediatamente não seja mais tu mesmo. Passo minha vida a contemplar teu infinito; vejo-o e não poderia duvidar dele: mas assim que quero compreendê-lo, escapa-me, não é mais ele, torno a cair no finito. Vejo o bastante para me contradizer, e para me corrigir todas as vezes que concebo o que é menos que tu mesmo; mal, porém, me levanto e torno a cair com meu próprio peso”.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como viver na dimensão da eternidade


Pastoral de: Rev. Hernandes Dias Lopes

O apóstolo Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios, capítulo quatro, versículos dezesseis a dezoito nos ensina a viver na dimensão da eternidade. Nossos pés estão na terra, mas nosso coração está no céu. Vivemos neste mundo como peregrinos, mas estamos a caminho da nossa Pátria permanente. Três verdades saltam aos nossos olhos no texto em apreço. Essas verdades nos direcionam nessa caminhada rumo à glória.

1. Temos um corpo fraco, mas um espírito renovado.“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4.16). Nossa fraqueza física é notória e indisfarçável. O tempo esculpe em nossa face rugas profundas. Nossas pernas ficam bambas, nossos joelhos trôpegos e nossas mãos descaídas. Cada fio de cabelo branco que surge em nossa cabeça é a morte nos chamando para um duelo. Nosso homem exterior, ou seja, nosso corpo enfraquece-se progressivamente. Mas, ao mesmo tempo, nosso homem interior, ou seja, nosso espírito renova-se de dia em dia, sendo transformado de glória em glória na imagem de Cristo. Ao mesmo tempo em que o nosso corpo se enfraquece, nosso espírito se fortalece. Na mesma proporção que o exterior se corrompe, o interior se renova. Temos um corpo fraco, mas um espírito forte.

2. Temos um presente doloroso, mas um futuro glorioso. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). Aqui pisamos estradas juncadas de espinhos, cruzamos vales escuros e atravessamos desertos tórridos. Aqui nossos olhos ficam empapuçados de lágrimas e nosso corpo geme sob o látego da dor. Aqui enfrentamos ondas encapeladas, rios caudalosos e precisamos atravessar fornalhas ardentes. Aqui sofremos, choramos e sangramos. Porém, em comparação com a glória por vir a ser revelada em nós, nossas tribulações são leves e passageiras. O presente é doloroso, mas o futuro é glorioso. Nosso destino final não é um corpo caquético, mas um corpo de glória. Nossa jornada não termina num túmulo gélido, mas na Jerusalém celeste. Nosso fim não é a morte, mas a vida eterna. O nosso futuro de glória deve encorajar-nos a enfrentar com alegria a nossa presente tribulação. O que seremos deve nos encher de esperança para arrostar as limitações de quem somos. Vivemos na dimensão da eternidade!

3. Temos as coisas visíveis que são temporais, mas as coisas invisíveis que são eternas. “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.18). O visível e tangível que enche nossos olhos e tenta seduzir nosso coração é aquilo que não vai permanecer. Tem prazo de validade e não vai durar para sempre. Mas, as coisas que não vemos são as que têm valor e vão permanecer para sempre. Investir apenas naquilo que é terreno e temporal é fazer um investimento insensato, pois é investir naquilo que não permanece. Investir, porém, nas coisas invisíveis e espirituais, é investir para a eternidade. Jesus diz que devemos ajuntar tesouros lá no céu, pois o céu é nossa origem e nosso destino. O céu é nosso lar e nossa pátria. Nosso Senhor está no céu. Muitos dos nossos irmãos já foram para o céu e nós, que fomos remidos e lavados no sangue de Jesus estamos a caminho do céu. Lá está o nosso tesouro. Lá está a nossa herança. É lá que devemos investir o melhor do nosso tempo e dos nossos recursos. Atentar apenas nas coisas que se veem e que são temporais é viver sem esperança no mundo; mas buscar as coisas que os olhos não veem nem as mãos apalpam é viver na dimensão da eternidade, com os pés na terra, mas com o coração no céu!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pensando por ai...


Pensamento de: Felipe d'Oliveira

Não existe familia perfeita, nem na Biblia.
E a propria Biblia não máscara isso.
Não existe dor que não se cure e não existe tempo que não passe.
Há tempo para tudo, tanto no céu quanto na terra [Eclesiastes 3].
Mais não há felicidade completa como há de servir a Deus e ser feliz com a mulher da sua juventude.
Andei por ai chorei muito, fui feliz também, porem os instantes pequenos de alegria guardei no meu bornal e os momentos de intensidade de contradições deixei jogado na estrada e lembro somente deles quando quero superar novos desafios.
Queria ser melhor porem sou o que Deus quer que eu seja, apenas eu!
Forças não tenho, mais Yahweh me ajuda a superar qualquer inconstancia da vida!
Fecho dizendo, familia perfeita? é não existe, e isso me faz pensar que ainda posso ter a minha familia e mesmo em meio a tempestade e aos caminhos escuros continuar guardando felicidade no meu bornal.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Atravessando o sofrimento


Pastorial de: Pr Ariovaldo Ramos

Sofrimento é o intervalo possível e inevitável entre a aniquilação merecida e a redenção graciosa.
Tudo o que existe, existe em Deus (At 17.28), quando rompemos com Deus perdemos o local da existência.
Nós deveríamos ter deixado de existir. Deus, porém, não o permitiu, manteve-nos.
Para isso arcou com o custo que a justiça impunha: esvaziou-se no Deus Filho. E foi o primeiro movimento da história da redenção, antes da criação de qualquer criatura. (1Pe 1.18-20)
O esvaziamento é a morte de um Deus: não perde a sua natureza, mas abre mão de suas prerrogativas divinas. (Fil 2.5-8)
A cruz, na história humana, é a manifestação, possível, desse esvaziamento que, satisfazendo o princípio da justiça, permitiu que a Trindade atuasse por graça.
O cumprimento do principio de justiça não poderia ser relativizado, sob pena de perda de credibilidade por parte de Deus. (Ez 18.20)
Todo mau uso da liberdade impõe uma consequência. Para que a criação não desaparecesse o Deus Filho se esvaziou.
Quando, ao romper com Deus, não fomos aniquilados, nos tornamos malvados, porque ao dizer não a Deus, dissemos não a tudo o que Deus disse de nós: que seríamos sua imagem e semelhança. O mal que, antes, só podia ser pensado como tese, agora tinha manifestação histórica.
Se a maldade, porém, se tornasse o tom determinante de nossa história, nossa sobrevivência estaria ameaçada da mesma forma, há um limite para a expansão do mal (Gn 6.5-7; 15.16).
Deus, então, por graça, empresta as suas qualidades a nós, o que garante sobrevida com qualidade mínima, para que possamos sobreviver na nova história, enquanto Deus faz o que tem de ser feito para salvar a nossa história e a nós, nela. (At 14.17)
E nos tornamos paradoxos (Rm 7), carregamos o bem e o mal em nós. E o paradoxo é estado de sofrimento.
Os opostos deveriam se aniquilar, mas, a graça divina não o permite.
O esvaziamento do Deus Filho, num primeiro momento, pela deflagração da graça, permitiu o desaceleramento do caos, estabelecendo o paradoxo em toda a criação. E o paradoxo é estado de sofrimento.
Deus, aliás, criou um mundo pronto para o paradoxo, onde convivem o bem e o mal, o dia e a noite, a vida e a morte. Um mundo cuja estabilidade está, portanto, na ação graciosa da Trindade. (Hb 1.3)
Deus criou um mundo temporário para o intervalo do sofrimento, que é, por definição, temporário.
Um mundo temporário, porque o mundo definitivo só tem bem, vida, luz e bem-aventurança. (Ap 21.1; 22.1-5)
Deus, de várias formas falou pelos pais e pelos profetas e, finalmente, pelo Filho, ensinando-nos a conviver nesse e com esse intervalo, de modo a torná-lo menos insuportável. A chave é o amor como moto de tudo e para todos os atos.
A graça, com que Deus socorre a todas as criaturas, desacelera a volta para o caos, para onde tudo teria de ir imediatamente após a ruptura humana. O aniquilamento dá lugar ao sofrimento, resultado da ação restauradora dessa graça, que estabelece o paradoxo pela infusão de vida num ambiente que deveria ser só morte, se a morte pudesse ser, e que, também, torna possível passar por esse intervalo: o sofrimento.
O esvaziamento do Deus Filho, que, num primeiro momento, permitiu o desaceleramento do caos, tornou o caos uma impossibilidade.
Na ressurreição, o Filho do Homem teve comprovada a eficácia do esvaziamento do Deus Filho. A ressurreição é a comprovação da vitória sobre o aniquilamento e o caos. (1 Co 15.54,55)
Na ascensão o Filho de Deus retomou (o que nunca perdera na essência) sua condição de Deus Filho. (Jo 17.4,5)
Tudo estava consumado e o fim da história é a Vida!
É nessa certeza que atravessamos o intervalo, que é estado inevitável de sofrimento; inevitável, mas, administrável, e que pode ter a intensidade diminuída pelo amor. Portanto, amar é nosso desafio e missão